BASES PARA CRESCER

Pesquisa, inovação e empreendedorismo, temas dos Prêmios Santander Universidades, são alguns dos principais impulsionadores do desenvolvimento de uma nação

O Brasil ocupa a 13ª posição no ranking global de produção de artigos científicos e investe 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em 2013, cientistas brasileiros publicaram quase 43 mil artigos, sete vezes mais do que em 1993, segundo a Thomson Reuters, a maior base de dados do mundo sobre trabalhos científicos. A produção nacional subiu 11 posições no período e representa 2,5% do total mundial. Os gastos em P&D e o crescimento da produção acadêmica são dois indicadores que revelam a importância que uma sociedade dá à inovação científica e tecnológica, considerada um dos motores para seu desenvolvimento. Essa inovação, que se traduz em novos produtos, processos e tecnologias, nasce nos laboratórios de universidades, centros de pesquisa e empresas. Em nosso país, está a cargo de mais de 234 mil cientistas.

Um dos quatro prêmios Santander Universidades é dedicado exatamente a incentivar estudos que contribuam para a construção de uma sociedade mais sustentável e justa. “O Prêmio Santander Ciência e Inovação tem por objetivo estimular pesquisadores a produzir ciência de qualidade e com apelo social nas áreas de Biotecnologia, Indústria, Saúde e Tecnologia da Informação, da Comunicação e da Educação”, diz Adolpho José Melfi, vice-presidente da regional paulista da Academia Brasileira de Ciências e responsável pela premiação. Segundo ele, os objetivos propostos pelo prêmio foram plenamente atingidos e podem ser evidenciados pelo espaço que ele ocupa atualmente no cenário acadêmico-científico nacional. “O número de participantes aumenta a cada ano. Na edição de 2015, foram 809 inscrições”, afirma Melfi, que foi reitor da Universidade de São Paulo (USP) entre 2001 e 2005.

Em São Paulo, uma iniciativa importante para fomentar a inovação é o Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Criado em 1997, ele oferece até R$ 2,2 milhões para projetos de inovação em empresas paulistas com até 250 funcionários.

Uma das participantes é a Altave, especializada na criação de aeróstatos, aparelhos aeronáuticos mais leves que o ar. Ela vai fornecer quatro balões, desenvolvidos com tecnologia nacional, para a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça, a fim de serem usados no monitoramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Espírito empreendedor

Tão importante para um país quanto a inovação é a capacidade empreendedora de seus habitantes. E o Prêmio Santander Empreendedorismo, presente desde a primeira edição, em 2005, apoia e reconhece a criação e o desenvolvimento de projetos de estudantes de graduação e pós-graduação com perfil empreendedor.

“Este prêmio foi uma das iniciativas pioneiras de estímulo à educação empreendedora nas universidades brasileiras e, por isso, tem um papel muito importante no desenvolvimento da cultura empreendedora no Brasil”, destaca o professor Afonso Cozzi, coordenador do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais.

E o empreendedorismo está em alta nas universidades brasileiras. Uma pesquisa feita em 2014 pela Endeavor Brasil, entidade de apoio ao empreendedorismo, mostrou que seis em cada dez alunos do Ensino Superior do país planejam empreender. O estudo, feito com 5 mil alunos e mais de 600 professores de todo o Brasil, também revelou que aqueles estudantes que consideram suas ideias de negócio mais inovadoras almejam criar empresas maiores, quando comparados com a média da pesquisa.

Um bom exemplo de iniciativa empreendedora de sucesso fomentada ainda nos tempos da universidade foi o negócio criado em 1998 por Romero Rodrigues e três colegas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) com foco no mercado de comércio eletrônico.

Batizado de Buscapé, a empresa nasceu pequena, mas já tinha 120 funcionários cinco anos depois de aberta. Em 2009 foi vendida por US$ 342 milhões para o grupo sul-africano Naspers. Rodrigues permaneceu até este ano no comando do negócio, que emprega mais de 1,7 mil pessoas e é o líder global em comparação de preços.

Projetos de extensão

O foco de outro Prêmio Santander, o Universidade Solidária, são projetos de extensão universitária. Ele foi criado para apoiar iniciativas de desenvolvimento sustentável com ênfase em geração de renda. Os selecionados recebem suporte técnico e recursos financeiros para implementação dos programas em parceria com a comunidade. Juntamente com o ensino e a pesquisa, a extensão é um dos pilares da universidade. Ela é o braço com o qual as instituições de Ensino Superior entram em contato mais imediato com a sociedade, e se realiza por meio das práticas que professores e alunos desenvolvem com grupos e comunidades externos à instituição de ensino.

“O foco dessa premiação em sustentabilidade e geração de renda reforça o papel libertador da extensão, já que busca estimular a autonomia das comunidades em uma perspectiva transformadora e responsável. Ela é fundamentada na parceria, na formação de redes e nos conhecimentos produzidos pela academia e pelas comunidades”, ressalta Waldenor Moraes, organizador do Prêmio e cofundador da Universidade Solidária.

A extensão, explica ele, engloba uma série de ações, como programas, projetos e eventos educativos, culturais, sociais, tecnológicos ou científicos. Também pode ocorrer pela prestação de serviços, como o atendimento jurídico, a elaboração de laudos ou a manutenção de espaços culturais abertos à comunidade em geral. Uma importante atividade de extensão realizada no Brasil há quase 90 anos é a Semana do Fazendeiro, organizada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Trata-se do mais antigo evento de extensão do país. Anualmente, ela reúne no mês de julho pequenos produtores agrícolas e suas famílias para cursos, atividades, palestras e consultorias em agricultura, pecuária, tecnologia florestal, proteção ambiental e produção de alimentos e artesanato. Neste ano, mais de 3 mil inscritos participaram de cursos técnicos, workshops, clínicas tecnológicas e atividades no campo.

Destaque universitário

Reconhecer ações e projetos de excelência realizados no âmbito das cerca de 2,4 mil Instituições de Ensino Superior (IES) do país é o objetivo do Prêmio Guia do Estudante – Destaques do Ano. Neste ano, ele está dividido em quatro categorias: Apoio ao Aluno, Captação de Recursos, Empregabilidade e Interdisciplinaridade. “A cada edição, a ideia é propor novas categorias de acordo com os temas que mais estão desafiando o meio acadêmico e com os assuntos sobre os quais as IES têm se debruçado”, conta a jornalista Lisandra Matias, editora do Guia do Estudante, da Editora Abril, e uma das organizadoras da premiação.

Em edições passadas deste Prêmio, diferentes temas relacionados ao universo acadêmico, como evasão, formação docente, inclusão e inovação no Ensino Superior, já serviram de mote para a definição das categorias. “Nosso objetivo com o Prêmio é identificar o que as instituições de ensino de todo o país estão desenvolvendo nas quatro áreas escolhidas e reconhecer as melhores iniciativas”, diz Lisandra. “Queremos que os vencedores sirvam de inspiração para ajudar as demais IES brasileiras na construção de uma Educação Superior inovadora e de qualidade.”

Depoimentos

Confira o que personalidades – da área da Educação Superior e também de outros setores – disseram sobre os prêmios

Parceiros

PRÊMIO SANTANDER CIÊNCIA E INOVAÇÃO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0248/2015 - PRÊMIO SANTANDER EMPREENDEDORISMO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0247/2015

PRÊMIO GUIA DO ESTUDANTE – DESTAQUES DO ANO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0242/2015 – PRÊMIO SANTANDER UNIVERSIDADE SOLIDÁRIA: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0245/2015

Revista Digital dos Prêmios Santander Universidades 2015

Reportagem: Lia Silva, Renata Costa, Renato Garcia, Silvia Regina Sousa, Yuri Vasconcelos.

Edição: Lisandra Matias, Paulo Montoia.

Projeto gráfico e desenvolvimento front-end: Alexandre Nacari.

Revisão: José Vicente Bernardo.