PRÊMIO SANTANDER
Empreendedorismo

Conheça os 15 finalistas

Um sistema que monitora as condições dos pneus do caminhão e as transmite a um painel localizado ao lado do volante

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Projeto: Alientronics

Pesquisas mostram que mais de 20% dos caminhões rodam com pneus em mau estado, aumentando consideravelmente o risco de acidentes nas estradas. A empresa Alientronics, criada pelo mestrando em Ciência da Computação Felipe Werle Melz, na PUCRS em Porto Alegre (RS), traz uma solução para o problema. Ela será responsável por produzir o TPMS, um sistema de monitoramento de pressão de pneus que mensura, em tempo real, as suas condições por meio de sensores instalados nas rodas do caminhão. Um monitor no painel do veículo transmite ao motorista os dados e, no caso de alguma anormalidade, dispara um alarme. “Esses sensores são conectados a um software que atua como um gestor de manutenção, informando também a data certa para a troca dos pneus, o que deve diminuir o número de paradas na beira da estrada”, avalia Felipe.

O drone Difhu identifica por ultrassom vazamentos em encanamentos

Universidade de São Paulo (USP)

Projeto: DIFHU (Dispositivo de Identificação de Falhas Hídricas Urbanas)

Um dos principais agravantes da crise hídrica no país é o desperdício de água potável. Grande parte dele, porém, é de difícil detecção, já que ocorre em vazamentos no caminho entre a estação de tratamento e as residências dos usuários e não existe tecnologia disponível capaz de identificá-los com exatidão. A saída encontrada por Luís Felipe Barbosa Faria Gonçalves, doutorando em Física da USP em São Carlos (SP), foi criar o DIFHU (Dispositivo de Identificação de Falhas Hídricas Urbanas). Trata-se de um pequeno drone equipado com um aparelho de ultrassom e controlado de forma remota ou autônoma, podendo ser inserido nos encanamentos. “O sensoriamento remoto pode levar à detecção direta da localização de vazamentos milimétricos na malha hídrica”, explica Luís. Além de colaborar para o abastecimento humano e o meio ambiente, o produto aumenta a eficiência e as receitas das distribuidoras de água.

O Smart Forest, desenvolvido pela Forest Revolution, automatiza o monitoramento da saúde das árvores silvestres ou de plantios

Universidade de São Paulo (USP)

Projeto: Forest Revolution

Os cerca de 8 milhões de hectares de árvores plantadas no Brasil são monitorados de forma manual, o que demanda grande quantidade de mão de obra, além de transporte e altos custos para as madeireiras. Com a Forest Revolution – empresa startup criada por Esthevan Augusto Goes Gasparoto, mestrando em Silvicultura e Manejo Florestal da USP, na cidade de Piracicaba (SP) – todo o processo passa a ser automatizado e informatizado. Segundo ele, sua empresa “oferece basicamente dois produtos distintos, mas que se complementam”. Um deles, o Smart Forest, é um sistema que monitora as florestas via rede sem fio, coletando dados da saúde e crescimento das árvores. Já o outro, CLS-Forestry, é um equipamento de scanner-3D a laser, movido por cabos, capaz de mensurar o tamanho, a forma e o tipo das árvores. Ambos encaminham os resultados para um grande banco de dados, cujo acesso é liberado às madeireiras mediante pagamento de mensalidade.

Um sistema automático para selecionar as melhores mudas de eucalipto para a venda e o plantio

Universidade de São Paulo (USP)

Projeto: Seletora de Mudas de Eucalipto

O Brasil é o maior produtor de eucaliptos do mundo, com 1 bilhão de mudas produzidas anualmente e que movimentam cerca de 300 milhões de reais no mercado da silvicultura. O problema é o sistema de seleção dessas mudas, totalmente manual, o que não garante a escolha dos melhores eucaliptos para a venda. A Seletora de Mudas de Eucalipto, de Fernando Velloso da Silva Neto, aluno de Engenharia Mecatrônica da USP, em São Paulo (SP), automatiza esse processo. A máquina, composta por uma esteira rolante e um software, seleciona as melhores mudas de eucalipto de acordo com os critérios especificados pelo usuário. “As plantas passam pela esteira, são fotografadas e analisadas pelo software”, explica Fernando. Além de o custo ser menor do que o da mão de obra coletora, a seletora ainda melhora a produtividade das agroindústrias e acaba com os eventuais erros resultantes da seleção manual.

Um aparelho para medir a capacidade cerebral dos atletas durante os exercícios e indicar níveis de treinamento

Universidade de São Paulo (USP)

Projeto: Sensorial Sports

Um esportista treina arduamente suas habilidades físicas, mas seu cérebro, grande responsável por tomadas de decisões rápidas durante os jogos, dificilmente tem a capacidade avaliada enquanto se exercita. Foi daí que surgiu a ideia para criar a Sensorial Sports, empresa de Milton Ávila, doutorando em Neurologia da USP em Ribeirão Preto (SP). Ele e sua equipe realizam pesquisas para produzir um aparelho composto por uma tela touchscreen e um software embarcado em um console, que medirá a capacidade cerebral do atleta em atividade. “A partir da interação do atleta com a máquina será exibido um relatório que, dentre outras funções, indicará quais métodos e níveis de treinamento devem ser aplicados”, explica Milton. O produto poderá auxiliar também em casos de danos cerebrais ocorridos durante a prática dos esportes. “O relatório servirá de base para avaliar a recuperação do esportista”, afirma.

Fios de sutura cirúrgica feitos de células-tronco aceleram o processo de cicatrização do paciente

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Projeto: Fawke

Uma das maiores queixas dos pacientes recém-operados é relacionada à cicatrização, muitas vezes demorada e com resultado estético que nem sempre os agrada. A solução encontrada pela aluna de Engenharia Química Marina Alves Machado, da UNICAMP, em Campinas (SP), foi desenvolver fios de sutura constituídos por células-tronco do mesênquima, tecido embrionário que pode ter origem na medula óssea ou em células de gordura. Esses fios serão produzidos e comercializados pela Fawke, empresa criada por Marina e sua equipe. Como as células mesenquimais têm a capacidade de se diferenciarem em células de vários tecidos do organismo, além de modular a resposta imune e inflamatória, a cicatrização se torna muito mais rápida e eficiente. “A nossa proposta também é diminuir os custos dos hospitais, já que, sem complicações pós-cirúrgicas, os pacientes são liberados mais cedo”, explica Marina.

Um composto sintético, mais eficaz, duradouro e barato, para capturar as moscas das frutas em plantações

Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Projeto: MoscAtrativo

Apesar de ser o terceiro maior produtor de frutas do mundo, com faturamento anual de 2 bilhões de reais em exportações, o Brasil poderia ter resultados ainda melhores, não fossem as moscas-das-frutas. Caso não sejam combatidos, esses insetos podem causar prejuízos de até 1 bilhão de reais por ano na fruticultura. Atualmente no mercado, dois compostos orgânicos são utilizados para controle dessas pragas – um à base de proteína hidrolisada de milho e outro de levedura –, porém nenhum deles alia baixo custo à alta durabilidade. Assim, surgiu a ideia do MoscAtrativo, de Hugo Oliveira Novais, aluno de Biotecnologia da UFBA em Salvador (BA). Trata-se de um composto mais barato que os concorrentes e de longa duração. “É um produto sintético, formado por compostos químicos e água, mais resistente aos fatores climáticos”, explica Hugo. Além disso, a capacidade de atração de moscas é 100% maior do que a exercida pelos demais.

Um equipamento e software que analisa e identifica em tempo real as quantidades de compostos químicos presentes nas misturas líquidas

Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Projeto: Analisador de Misturas para Processos e Laboratórios

O Analisador de Misturas para Processos e Laboratórios, desenvolvido pelo doutorando em Engenharia Mecânica Tássio Alessandro Borges da Silva, na UFPB em João Pessoa (PB), promete auxiliar as indústrias que lidam diretamente com misturas de produtos químicos líquidos, como a sucroalcooleira, de alimentos e fármacos. “Atualmente, as fábricas dispõem somente de análise laboratorial para medir as concentrações de misturas, o que implica demora nos resultados”, conta Tássio. “Muitas vezes, os produtos são colocados à venda com quantidades de compostos químicos diferentes das que são divulgadas por essas empresas”, complementa. O diferencial de seu equipamento é ser instalado diretamente na linha de produção, com um software que mede as concentrações das misturas em tempo real, evitando prejuízos, como em casos de combustíveis vendidos com mais água do que o recomendado por lei, por exemplo.

Um sistema de biossensores que auxiliam no combate aos fungos nas plantações

Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Projeto: Cropwatch

As plantações são comumente atacadas por fungos que, muitas vezes, têm sua origem desconhecida pelos agricultores. No intuito de proteger a vegetação, muitas vezes utilizam-se fungicidas de maneira indiscriminada, resultando num efeito inverso, com a resistência dos fungos aos produtos e sua rápida proliferação. A solução encontrada pelo aluno de Agronomia Lucas Manoel Arruda Marinho, da UFMT em Cuiabá (MT), foi a criação do Cropwatch, um sistema de biossensores que monitoram os esporos de fungos causadores de doenças nas plantas. “Eles detectam quais condições climáticas favoreceram a reprodução desses fungos, bem como a presença dos esporos que poderão infectar a lavoura”, conta Lucas. Outra vantagem é que os sensores também indicam, através do cruzamento de dados climáticos, quais horários são mais efetivos para pulverização de fungicidas.

Os adesivos NeoSticker indicam por cor a qualidade do tratamento fototerápico para icterícia nos bebês

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

Projeto: NeoSticker

A cada ano, no Brasil, cerca de 300 mil bebês são diagnosticados ao nascer com icterícia (excesso de bilirrubina no sangue que pode causar surdez e cegueira, por exemplo) e, em seguida, submetidos a tratamento fototerápico. Esse processo dura em média três dias, o que gera custos elevados aos hospitais. Pensando numa maneira de otimizar o tratamento, Antonio Mauricio Tannure Fonseca, aluno do curso de Farmácia da UFOP em Ouro Preto (MG), idealizou o NeoSticker, um adesivo que, quando colado no corpo do recém-nascido ictérico, funciona como um sensor que monitora a qualidade do banho de luz recebido. De cor vermelha, ele se transforma em verde quando o tratamento já for suficiente ou amarelo, indicando que o bebê ainda precisa ficar mais tempo sob a luz. “É uma maneira rápida de descobrir se a quantidade de luz é adequada, reduzindo a duração do tratamento e, consequentemente, os custos”, afirma Antonio.

A Engaming produz uma plataforma de tour interativo para uso de sistemas web

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Projeto: Engaming

O modelo SaaS (Software-as-a-Service) é uma das principais plataformas utilizadas por empresas para hospedarem seus sistemas internos ou sites. São softwares totalmente virtuais administrados por empresas de tecnologia da informação, que cobram uma taxa pelo seu uso. A desvantagem é que, muitas vezes, os usuários encontram dificuldade na utilização e não existem meios efetivos de ajuda online. “Assim, as administradoras do SaaS acabam perdendo clientes, que procuram plataformas mais simples, porém nem tão eficientes”, explica Ivan Biava, aluno de Engenharia de Produção Elétrica da UFSC, em Florianópolis (SC). Foi dele a ideia da empresa Engaming, responsável por produzir uma plataforma de tour interativo para sistemas web. Com ela, o usuário de SaaS aprende todas as etapas através de uma trilha interativa que ele mesmo escolhe por onde seguir, podendo interrompê-la ou trocar de ordem a qualquer momento.

Um aplicativo que permite aos pais acessar todos os comunicados da escola de seus filhos

Universidade Federal do Ceará (UFC)

Projeto: Agenda Kids

O projeto desenvolvido por Anderson de Morais Braga, aluno do curso de Direito da UFC em Fortaleza (CE), a Agenda Kids, é uma ferramenta multiplataforma (web e mobile) que facilita a comunicação entre as escolas e os pais dos alunos. Por meio de um site e de um aplicativo para celular, os pais passam a ter acesso 24 horas por dia a todos os comunicados, eventos, cardápio da cantina, planos de aula e qualquer outro tipo de mensagem relacionada à rotina escolar de seus filhos. A finalidade é substituir de vez a agenda de papel, que, além do alto custo logístico, “não é tão efetiva, pois um recado por escrito pode nunca chegar à ciência dos pais e a escola não tem como controlar totalmente esse processo”, exemplifica Anderson. Para as escolas, a cobrança será de uma taxa mensal por aluno, variável de acordo com a demanda.

Adesivos com bluetooth ajudam o usuário a não perder cartões ou objetos

Universidade Presbiteriana MACKENZIE (MACKENZIE)

Projeto: Knott

Uma tendência que vem crescendo no setor de aplicativos de celular é a de sincronizá-los com dispositivos acoplados ao corpo do usuário, os chamados wearables. Aproveitando esse nicho de mercado, o aluno de Engenharia Elétrica Isaías Rocha Lima, do MACKENZIE em São Paulo (SP), desenvolveu o Forget me Knott, um sistema composto por um aplicativo de smartphone (chamado Forget Me Knott) e adesivos (os Knotts) que se comunicam com o celular através da tecnologia bluetooth. “O usuário instala o aplicativo e compra os adesivos em supermercados e shoppings, por um preço acessível, podendo colá-los em qualquer objeto”, explica Isaías. Uma vez colados, esses adesivos informam a sua localização para o celular. Quando o usuário se afasta demais do seu objeto (ultrapassando um limite previamente selecionado), o aplicativo dispara uma notificação de que esse objeto está sendo esquecido.

Soluções em Meios de Pagamento

Um aplicativo de comércio para smartphones com a tecnologia QRC

Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo (ESTÁCIO)

Projeto: Paguecode

Extinguir as transações financeiras com cartão é uma tendência no mercado financeiro. O sistema Paguecode, criado por José Paulo da Silva Júnior e sua equipe, alunos de Engenharia de Produção na Estácio UniRadial em São Paulo (SP), realiza pagamentos somente utilizando smartphones. “Hoje em dia não existe um sistema direto de celular para celular para efetuar uma compra. O mercado exige sempre um periférico, como uma máquina de cartões. Esse é o nosso diferencial”, explica José Paulo. Foram desenvolvidos dois aplicativos, um para o vendedor e outro para o cliente. O app do celular do vendedor gera códigos QRC para cada produto com o valor da transação. Já o aplicativo do smartphone do cliente faz a leitura desse código e realiza o pagamento instantaneamente, uma vez que o usuário já terá preenchido um cadastro prévio com seus dados e os números do cartão a ser debitado.

Um aplicativo para concluir compras pela internet com computação em nuvem

Universidade de São Paulo (USP)

Projeto: PayCloud

O setor de meios de pagamento está em franca expansão e, apenas em 2014, foram processados quase 1 trilhão de reais em compras com cartão no Brasil. O PayCloud, desenvolvido por Flavio Salviano Júnior, do curso de Sistemas de Informação da USP, em São Carlos (SP), entra nesse concorrido mercado com um diferencial: o usuário não precisa ter um cartão em mãos para concluir a compra. O consumidor faz um cadastro único e gratuito no site do sistema, informando o número do cartão, e instala o aplicativo do PayCloud no smartphone. Já os vendedores não têm acesso a nenhuma informação de quem está comprando. “Eles também se cadastram no site, além de pagar uma mensalidade num valor abaixo do praticado pelo mercado”, explica Flavio. “Ao finalizar uma compra, o usuário apenas informa o número de telefone ao lojista. Imediatamente chegará uma mensagem no aplicativo do consumidor, que deve confirmar a transação”, explica.

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Revista Digital dos Prêmios Santander Universidades 2015

Reportagem: Lia Silva, Renata Costa, Renato Garcia, Silvia Regina Sousa, Yuri Vasconcelos.

Edição: Lisandra Matias, Paulo Montoia.

Projeto gráfico e desenvolvimento front-end: Alexandre Nacari.

Revisão: José Vicente Bernardo.