PRÊMIO GUIA DO ESTUDANTE
Destaques do ano

Conheça os 12 finalistas

Apoio ao Aluno

Estudantes prestam o Exame de Proficiência em Língua Portuguesa

Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)

Projeto: Processo de Letramento Acadêmico

A PUCPR diagnosticou a necessidade premente de ampliar o domínio da Língua Portuguesa pelos alunos de todos os cursos e, para isso, criou o Processo de Letramento Acadêmico, em 2012. “Eles não identificavam o tema, o propósito e os argumentos de um texto e não tinham produção escrita própria, trazendo a cultura da cópia e do senso comum”, diz Rosane de Mello Santo Nicola, professora do curso de Letras e membro do Centro de Ensino e Aprendizagem em Curitiba (PR). O programa criou disciplina específica adotada no 1º período de todos os cursos de graduação e inclui um exame de proficiência na língua, obrigatório para cursar a disciplina do Trabalho de Conclusão de Curso. Para auxiliar os alunos na realização do exame foram criadas oficinas e monitorias, em 2014, e uma disciplina para leitura e escrita de textos científicos e técnicos, em 2015. Os esforços deram resultado. No primeiro Exame de Proficiência, apenas 13% dos discentes foram aprovados. Dois anos depois, em 2015, o índice alcançou 50%.

Atividade externa de integração da Metodologia dos Trezentos

Universidade de Brasília – Faculdade UnB Gama

Projeto: Trezentos – Aprendizagem Ativa e Colaborativa

Melhorar o desempenho dos alunos na disciplina de Cálculo I no início dos cursos de Engenharia e Exatas, para tornar os estudantes mais confiantes e menos nervosos ao encarar as provas. Essa foi a motivação do professor Ricardo Fragelli, da Faculdade UnB Gama (DF), ao criar em 2013 a Metodologia dos Trezentos, um processo de aprendizado colaborativo em que os alunos de melhor desempenho em cálculo auxiliam os de desempenho considerado insatisfatório, atuando em grupos mistos. O nome do programa veio do conhecido filme de ação 300, inspirado na Batalha das Termópilas, em que um contingente de 300 gregos usa a união para enfrentar milhares de guerreiros do Império Persa. Após a prova inicial de avaliação, a Prova dos Trezentos, são formados os grupos, que passam a estudar o exame realizado e a praticar exercícios. A prova é novamente aplicada, quem foi mal tem a chance de melhorar a sua nota, e os demais do grupo ganham pontos pelo desempenho do outro. Com esse método, a aprovação em Cálculo 1 passou de 50% para 95%, foi estendida a outras 15 disciplinas da UnB e também a alunos veteranos das graduações de Engenharia e de Matemática.

Blocos residenciais para assistência aos estudantes em vulnerabilidade social

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Projeto: Convergência de Ações Inclusivas

Desde que foi fundada, em 1963, a UFSM mantém uma política de fomento à assistência estudantil nos seus cinco campi, localizados no interior do Rio Grande do Sul, atualmente liderada por Paulo Afonso Burmann. “As ações são voltadas à inclusão de discentes em situação de vulnerabilidade social, como pretos, pardos, indígenas, além de estudantes com necessidades educacionais especiais”, diz a professora Jane Dalla Corte, pró-reitora adjunta de assuntos estudantis da universidade. Em sua maioria, esses alunos são filhos de pequenos agricultores locais e provenientes de escolas públicas. As iniciativas incluem auxílio-moradia, ajuda na alimentação, apoio pedagógico e psicológico, inclusão digital e cotas próprias. O programa de moradias tornou-se o maior da América Latina, com 2.018 vagas. Outras casas estão sendo construídas, aumentando a oferta, e até um bloco dedicado ao estudante indígena já está em licitação e deve entrar em funcionamento em 2017. Os alunos com renda familiar de até 1,5 salário mínimo per capita podem pleitear benefício socioeconômico para transporte, alimentação e material pedagógico. Os alunos com alguma necessidade especial ou deficiência na aprendizagem contam com acompanhamento pedagógico individualizado.

Captação de Recursos

Reunião semestral de bolsistas com ex-alunos que os patrocinam no Fundo de Bolsas

INSPER Instituto de Ensino e Pesquisa (INSPER)

Projeto: Fundo de Bolsas

A instituição criou um fundo para custear o estudo de alunos de baixa renda, que recebe forte apoio de doadores, principalmente pessoas físicas, ex-alunos, empresas e institutos. Ele já beneficia 180 graduandos, 10% do total matriculado, com 132 bolsas parciais – de 30% a 80% do valor mensal – e 48 integrais não restituíveis. Criado em 2004, o Fundo de Bolsas do INSPER ganhou impulso há sete anos, com a criação da área de Relacionamento Institucional. “A arrecadação subiu de R$ 250 mil em 2008 para uma média anual de R$ 2 milhões atualmente”, conta Camila Du Plessis, gerente de relacionamento institucional do INSPER, em São Paulo (SP). Só em 2015 (até o mês de outubro) as doações de pessoas físicas somavam R$ 1,7 milhão. O fundo cresce também com a transferência de 1% da receita da graduação e com a restituição de bolsistas parciais já formados. Os ex-alunos também podem se tornar “alumni” e apadrinhar um bolsista, acompanhando seu desenvolvimento e servindo como referência para o futuro profissional.

Laboratório Woca: estruturas mantidas e atualizadas com recursos externos

Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL)

Projeto: A Captação de Recursos para Melhorar a Qualidade do Ensino

O INATEL capta recursos com empresas e órgãos de fomento para incentivar os projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação e melhorar a qualidade do ensino e da formação discente. Segundo Marcelo de Oliveira Marques, diretor do INATEL em Santa Rita do Sapucaí (MG), do total da receita da instituição, de R$ 71 milhões anuais, 47% vem desses recursos, o que totaliza quase R$ 34 milhões. Desses 47%, 23% têm como fonte empresas privadas; 8%, órgãos públicos de fomento; 14%, leis de incentivo à inovação; e 2%, financiamentos não reembolsáveis para ensino e pesquisa captados em bancos de fomento. As captações são realizadas por três núcleos: o Núcleo de Desenvolvimento de Negócios atua junto às empresas. O Núcleo de Gestão Tecnológica e Inovação é focado em recursos para os projetos de pesquisa, enquanto o Núcleo de Empreendedorismo trabalha para o fortalecimento da cultura empreendedora, da pré-incubação e incubação de empresas e de programas de responsabilidade social da instituição. A maior parte do dinheiro arrecadado (R$ 22,9 milhões) é usada em programas de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Escritório da Agência de Gestão Tecnológica

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Projeto: Agência de Gestão Tecnológica (AGT)

A Agência de Gestão Tecnológica (AGT) da PUCRS, em Porto Alegre (RS), aproxima a universidade das empresas e do governo, o que viabiliza parcerias em projetos de pesquisa, de desenvolvimento e inovação. Os projetos alinham o conhecimento acadêmico com as necessidades de mercado. Eles visam desde a capacitação de recursos humanos em determinada área até a construção de protótipos, experimentos e registro de patentes. A agência capta anualmente em torno de R$ 50 milhões, o que representa 14% da receita da PUCRS. O valor é revertido na distribuição de 500 bolsas de estudos e de pesquisa, mas também na melhoria dos laboratórios e dos centros de pesquisas, principalmente no parque científico e tecnológico Tecnopuc. Este associa 120 organizações, entre empresas multinacionais e pequenas e médias empresas, e conta com 6.500 funcionários. “Nos últimos anos, cerca de 30% dos recursos da PUCRS para pesquisa e desenvolvimento vêm de empresas, enquanto estima-se que a média nacional oscile entre 5 e 10%”, diz Mauricio Testa, diretor da AGT.

Empregabilidade

Alunos em projeto de manufatura para empresa local

Centro Universitário de Brusque (UNIFEBE)

Projeto: Modelando Saberes e Projetando para o Mercado Real

Para acrescentar atividades práticas à sua forte carga teórica e aproximar os alunos de sua profissão, o bacharelado em Design de Moda do UNIFEBE baseia os quatro programas que o compõem no contato direto com tecelagens, tinturarias e confecções do polo têxtil de Brusque (SC). O Fashion Business, voltado à gestão, promove uma atividade interdisciplinar cujo objetivo é desenvolver uma coleção para uma empresa local; o TrendLab é um laboratório de pesquisa de tendências; o TêxtilArt desenvolve tecidos; e o programa História e Memória Regional resgata o trabalho das empresas locais. Os programas envolvem todas as disciplinas e os 106 alunos matriculados. Entre o segundo semestre de 2014 e o segundo semestre de 2015, foram registrados e assinados 18 convênios com empresas. “No total, são 57 acadêmicos atuando em empresas, o que corresponde a 53,77% dos estudantes do curso, e 41 bolsistas de pesquisa ou estágio, o que equivale a 38,7% dos alunos da turma”, conta Edinéia Pereira da Silva Betta, coordenadora do curso.

Café com gestores locais é uma das iniciativas do projeto

Centro Universitário Monte Serrat (UNIMONTE)

Projeto: Diálogo com o Mercado

No projeto Diálogo com o mercado, o UNIMONTE realiza, semestralmente, um mapeamento das áreas estratégicas da Região Metropolitana da Baixada Santista (SP). Em encontros informais, divulga a representantes de empresas locais desses setores os projetos pedagógicos de seus cursos e aprende mais sobre o perfil profissional buscado pelo mercado. “Com esse feedback, incorpora às matrizes curriculares novidades que trabalhem competências e habilidades demandadas pelo mercado, sem comprometer as diretrizes do MEC”, explica Cintia Miyaji, coordenadora de pesquisa e extensão da UNIMONTE. A iniciativa teve início em 2010, com o crescimento de empresas e demandas de exploração do petróleo e gás da camada do pré-sal na cidade. No ano de 2015, o foco do projeto foram os cursos das áreas de Portos (cursos tecnológicos de Logística, Comércio Exterior e Gestão Portuária), Gestão (bacharelado em Administração e curso tecnológico de Gestão de Recursos Humanos) e Arquitetura e Urbanismo. Os estudantes também participam do Integra Mais, em que apresentam propostas criadas em grupo às empresas. Em 2015, durante uma semana, cerca de 700 projetos foram expostos aos representantes empresariais.

Feira de Empregabilidade anual, em Natal

Universidade Potiguar (UnP)

Projeto: Núcleo de Empregabilidade

Para manter a formação dos alunos atualizada, a UnP de Natal (RN) cria metodologias, disciplinas, workshops e treinamento de professores de acordo com as demandas do mercado. O responsável por essas iniciativas é o Núcleo de Empregabilidade, criado em 2013, que usa como base uma matriz de desempenho que cruza dados sobre a importância dada pelas empresas locais a competências específicas com o desempenho dos alunos em estágios. “A disciplina Comunicação Empresarial, comum a todos os cursos, é um exemplo de atividade originada a partir desse processo”, diz André Lemos Araújo, diretor de empregabilidade, qualidade acadêmica, internacionalidade e compromisso social da UnP. O núcleo oferece ainda coaching de carreira gratuito, feira de empregabilidade, banco de talentos e um portal que traz vagas de emprego e estágio. Cerca de 16 mil alunos (50,4% do total de matriculados) já foram envolvidos nas atividades do núcleo. A porcentagem de egressos que trabalham em sua área de formação passou de 41% para 82% após a criação da iniciativa.

Interdisciplinaridade

Alunos da Engenharia Química durante a produção de cerveja artesanal

Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Projeto: Empreendendo com a cerveja

O projeto Empreendendo com a Cerveja integra a disciplina Processos Industriais e foi criado para que os alunos de Engenharia Química da UNIPAM, em Patos de Minas (MG), possam aplicar a teoria aprendida e ter contato com temas como empreendedorismo, gestão, marketing e comércio, importantes para sua atuação profissional. Para isso, envolve graduandos de Engenharia de Produção, Publicidade e Propaganda, Sistemas de Informação e Gestão Comercial, que atuam por meio da disciplina Projeto Integrador, e têm os engenheiros químicos do curso como clientes. Os estudantes atuam em grupo em toda a cadeia produtiva da cerveja, desde aspectos químicos e microbiológicos até o processamento de resíduos e a comercialização. “A iniciativa é interdisciplinar por abranger as disciplinas da Engenharia Química e multidisciplinar por envolver outros cursos da instituição”, explica Renata Nepomuceno da Cunha, professora de Engenharia Química e uma das idealizadoras do projeto.

Ilustração da USP para documentos do Curso de Ciências Moleculares

Universidade de São Paulo (USP)

Projeto: Curso de Ciências Moleculares (CCM)

Criado em 1991 e oferecido aos alunos da USP, em São Paulo (SP), o Curso de Ciências Moleculares (CCM) objetiva formar pesquisadores de excelência em desafios interdisciplinares da ciência moderna. Para isso, inclui disciplinas de diferentes áreas, como Matemática, Biologia, Física, Química e Computação, e dá liberdade aos alunos para montar sua própria grade curricular, cursando disciplinas em qualquer unidade da USP. Os alunos iniciam a pesquisa científica durante a graduação, ao contrário do que acontece nos outros cursos superiores. Entre os formados em CCM há mais de oito anos, 88,9% possuem mestrado e 69,8% possuem doutorado, índice mais alto que o de alunos de outras graduações. “O curso conta com 69 alunos atualmente matriculados e 191 formados desde sua criação – oriundos de mais de 15 unidades diferentes da USP, como Engenharia, Medicina e Artes e Humanidades”, diz Fabio Armando Tal, ex-aluno e atual coordenador do curso.

Trabalho em grupo de criatividade e ação social em Negócios do Mundo do Skate

Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

Projeto: Cidadania Social Criativa

Em 2013, a UNISINOS agrupou seus 13 cursos ancorados em criatividade em uma nova unidade, a Escola da Indústria Criativa, em Porto Alegre (RS). Ela reúne Design, Jogos Digitais, Moda, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, entre outros. A unificação permitiu a adoção de programas e matérias integrados para as diferentes graduações. Uma das iniciativas é a disciplina optativa Cidadania Social Criativa, oferecida a alunos de todos os cursos dessa unidade. “Durante um semestre, eles trocam experiências e utilizam conhecimentos de suas áreas para desenvolver soluções para problemas de uma determinada comunidade carente da região”, diz o professor Fabricio Tarouco, coordenador do curso de Design. Além da interdisciplinaridade, a matéria valoriza a inserção regional e social, um dos pilares da UNISINOS. Em sua primeira edição, realizada em 2015, três projetos foram realizados junto à comunidade dentro da proposta “Negócios no mundo do skate”: workshops de empreendedorismo para a criação de estampas de camiseta, aproveitamento de recursos normalmente descartados para a construção de objetos de decoração e oficinas de documentário e a criação de canais de mídia na comunidade.

Parceiros

PRÊMIO SANTANDER CIÊNCIA E INOVAÇÃO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0248/2015 - PRÊMIO SANTANDER EMPREENDEDORISMO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0247/2015

PRÊMIO GUIA DO ESTUDANTE – DESTAQUES DO ANO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0242/2015 – PRÊMIO SANTANDER UNIVERSIDADE SOLIDÁRIA: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0245/2015

Revista Digital dos Prêmios Santander Universidades 2015

Reportagem: Lia Silva, Renata Costa, Renato Garcia, Silvia Regina Sousa, Yuri Vasconcelos.

Edição: Lisandra Matias, Paulo Montoia.

Projeto gráfico e desenvolvimento front-end: Alexandre Nacari.

Revisão: José Vicente Bernardo.