PRÊMIO SANTANDER
CIÊNCIA E INOVAÇÃO

Conheça os 12 finalistas

Indústria

Equipe que desenvolveu e aprimora o sistema operacional Octopus

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Projeto: Octopus

Para otimizar a localização de poços de petróleo em reservatórios, o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio, Marco Aurélio Cavalcanti Pacheco, do Rio de Janeiro (RJ), desenvolveu o Octopus – Sistema Integrado de Gerência de Reservatórios, em parceria com a Petrobras (Cenpes/PDGP/SAR). Trata-se de um sistema computacional baseado na simulação numérica dos reservatórios, levando em consideração localização, trajetória e tipo dos poços, características dos reservatórios, otimização do cronograma de abertura dos poços e do controle de válvulas, entre outros itens. O objetivo é otimizar a localização de poços, a quantidade de plataformas e dimensioná-las, e ainda produzir o petróleo dentro dos limites físicos e econômicos. O sistema vem sendo desenvolvido e aprimorado há 15 anos. “Nosso desafio é torná-lo útil. Fazemos milhares de simulações para dar ao especialista a opção mais acertada, isto é, a de maior lucratividade na exploração do petróleo”, explica o professor Marco Aurélio.

Piso ecológico feito com pavers que incorporam resíduos plásticos

Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS)

Projeto: Estudo das Propriedades de Pavers de Concreto Obtidas Através de Resíduos Plásticos

O setor da construção civil carece de novos materiais que sejam resistentes e ao mesmo colaborem para preservar o meio ambiente. O Estudo das Propriedades de Pavers de Concreto Obtidas Através de Resíduos Plásticos, liderado pelo professor da Faculdade de Engenharia Ambiental da UEMS, Aguinaldo Lenine Alves, em Dourados (MS), propõe inserir plásticos descartados pela indústria de embalagens na confecção de pavers (lajotas) utilizados em calçadas. O material foi usado para substituir a areia nas proporções de 5% e 15%. Para verificar a viabilidade e aplicação do projeto foram observadas resistência mecânica, absorção de água, índice de vazios e massa específica da amostra seca e saturada. Verificou-se melhora na resistência do novo material, redução na absorção de água e aumento da durabilidade em comparação aos pavers comerciais usuais. “Nosso objetivo é preservar o meio ambiente, reduzindo o uso da areia, o que evita o assoreamento do leito dos rios, e dar destino adequado ao plástico sem valor comercial”, explica o professor Aguinaldo.

Material que repele a água e poderá aprimorar o desempenho de barcos e navios

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Projeto: Revestimento Super-Hidrofóbico para uso no Transporte Marítimo e Fluvial

O projeto de desenvolvimento de um Revestimento Super-Hidrofóbico Para Uso no Transporte Marítimo e Fluvial, liderado pelo professor do Departamento de Engenharia Metalúrgica da UFRGS Antonio Shigueaki Takimi, em Porto Alegre (RS), objetiva criar um material super-repelente à água, a partir de poliestireno reciclado oriundo de copos descartáveis, material sem valor comercial. O revestimento vem sendo estudado desde 2013 e foi inspirado na textura da folha da flor de lótus. Os resultados mostraram que houve redução de até 25% no atrito com a água através da utilização dessa tecnologia. “Isso reduz o consumo de combustível e a emissão de dióxido de carbono pelos navios de carga, preservando o meio ambiente e reduzindo o custo de transporte. Além disso, a reciclagem do poliestireno evita o descarte inadequado desse material em lixões e aterros”, explica o coordenador do projeto.

Tecnologia da Informação, da Comunicação e da Educação

Pesquisadores e produtores rurais na área de produção de hortaliças

Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)

Projeto: Sumá

A Lei Federal 11.947/2009 determina que 30% de toda a alimentação servida a crianças e adolescentes em escolas públicas brasileiras seja provenientes da agricultura familiar. Mas há muita dificuldade na contratação junto a pequenos produtores, burocracia nas compras públicas e, finalmente, falta de sintonia entre os alimentos produzidos e os demandados nos cardápios escolares. O Sumá – Sistema de Qualificação de Gestores, Operadores e Fornecedores da Alimentação Escolar pretende resolver isso. Coordenado pelo professor Alexandre de Ávila Lerípio, da pós- graduação de Administração e de Gestão de Políticas Públicas da UNIVALI em Itajaí (SC), o Sumá é um portal na internet acessível a nutricionistas, administradores escolares e produtores rurais que une os interesses de cada parte. “Inclusive os pais dos alunos podem entrar no sistema para rastrear a origem do alimento que seu filho está comendo na escola”, diz Alexandre. Uma versão preliminar poderá ser implantada em Itajaí (SC) em março de 2016.

Equipe de trabalho que desenvolveu o primeiro Modem PLC no Brasil

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Projeto: Modem PLC para Aplicações de Telecomunicações e Smart Grid

Com coordenação do professor Moisés Vidal Ribeiro, do Departamento de Energia Elétrica da UFJF em Juiz de Fora (MG), o projeto Modem PLC (sigla em inglês de comunicação por cabo de força) para Aplicações de Telecomunicações e Smart Grid é o primeiro sistema brasileiro de transmissão de dados via banda larga pela rede de energia elétrica. “A vantagem desse sistema é que a rede já é disponível para todos os clientes de concessionárias de energia, evita novos cabeamentos, o que reduz em 60% o custo de instalação”, diz o coordenador do projeto. Para funcionar é preciso instalar um concentrador PLC no posto da rede de energia e os modems PLC próximos aos medidores de cada consumidor. Dessa forma, é possível acessar a internet com velocidade entre 1 e 20 megabit por segundo (Mbps) e outros serviços para atender a rede elétrica inteligente e VOIP (transporte de voz entre usuários). O projeto foi iniciado em 2010 e concluído em 2014. Atualmente, já existe um sistema piloto funcionando em bairro da cidade de Juiz de Fora.

A equipe do projeto ao lado do manequim com a vestimenta para atletas cegos

Universidade Nilton Lins (UNINILTON LINS)

Projeto: Meu Guia

Em provas de corrida em pista, atletas com deficiência visual precisam da companhia de um atleta guia, pessoa que o acompanha no percurso ligado a uma corda. Pensando em dar autonomia ao competidor, a professora e pesquisadora Ana Carolina Oliveira Lima, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da UNINILTON LINS, em Manaus (AM), juntamente com o grupo de pesquisadores do Cicari, desenvolveu, durante dois anos, o Meu Guia. Trata-se de uma ação de pesquisa cooperada com a Faculdade de Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas, a Agência de Inovação da Universidade do Estado do Amazonas, o projeto Curupira do Instituto Federal do Amazonas e fomento do CNPq. “Criamos dois dispositivos. O primeiro é um relógio que o atleta usa e que vibra indicando a direção a seguir. O outro é uma roupa especial de alta performance em que o dispositivo já vem costurado nela”, explica a professora. Esse segundo seria ideal para uso em competições de alto rendimento, já que o aparelho forneceria, por meio de vibração, tanto o caminho a seguir como também informações a respeito dos demais competidores.

Biotecnologia

Volodymyr Zaitsev e equipe procuram melhorar a estabilidade de nanopartículas

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Projeto: Partículas para Libertação de Fármacos e Nanobiotecnologia

O projeto Partículas para Libertação de Fármacos e Nanobiotecnologia, do professor Volodymyr Zaitsev, do Departamento de Química da PUC-Rio, no Rio de janeiro (RJ), propõe novas estratégias e metodologia para aumentar a estabilidade de nanopartículas em suspensão à base de água para uso farmacêutico. Um avanço nessa direção ajudará a aumentar a biocompatibilidade com o corpo humano e melhorará a absorção de drogas. “A ideia é que a nanopartícula se divida em grupos e interaja com as drogas, oferecendo proteção total”, explica Volodymyr. O projeto começou a ser desenvolvido há um ano e a previsão é de que seja concluído em 2018.

A professora Carla Vivacqua e sua plataforma de auxilio ao produtor rural

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Projeto: Agropeclima: Plataforma de Informações Meteorológicas e Climatológicas

As condições de clima e tempo são informações essenciais para o agronegócio, pois possibilitam ao produtor rural planejar as épocas de plantio e colheita, entre outras decisões importantes. O problema é que as previsões climáticas, principalmente em longo prazo, ainda são falhas. Diante disso, a professora Carla Almeida Vivacqua, do Departamento de Estatística da UFRN, em Natal (RN), desenvolve há um ano o projeto Agropeclima: Plataforma de Informações Meteorológicas e Climatológicas, um procedimento baseado em métodos de planejamento experimental para avaliar o impacto de diferentes parâmetros na qualidade das informações. Assim, ela pretende fornecer aos produtores mapas mais precisos e relevantes para auxiliar o planejamento e tomada de decisões no ambiente rural. “A ideia é que sejam identificadas configurações ideais para cada região e, a partir daí, possibilitar previsões de tempo e clima mais precisas para o local específico de produção”, diz a professora Carla.

Para construir seu modelo, Soraya Tanure visitou fazendas e entrevistou administradores rurais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Projeto: Modelo Bioeconômico de Diagnóstico e Apoio à Decisão na Agropecuária

Simular um cenário real de produção agropecuária, suprindo as deficiências de gestão do sistema produtivo e auxiliando no processo de aprendizagem e decisão dos administradores rurais, é a proposta do projeto Modelo Bioeconômico de Diagnóstico e Apoio à Decisão na Agropecuária, da professora Soraya Tanure, doutora em Administração e Zootecnia da UFRGS, em Porto Alegre (RS). A metodologia de trabalho concebe três etapas de modelagem distintas – conceitual, matemática e simulação – capazes de considerar aspectos referentes à meteorologia, pastagem, animais, lavouras, solos e as interfaces pasto-animal e pasto-solo. Sob o ponto de vista econômico, o projeto propõe a mensuração de indicadores de risco produtivo, econômico e impacto ambiental. “O sistema é passível de ser utilizado tanto na produção vegetal (lavoura), quanto na produção animal (bovinocultura de corte), em realidades como Brasil, Argentina e Uruguai”, salienta a professora. O sistema criado permite a construção de modelos na metodologia Dynamic Systems, que aborda sistemas complexos, até então não utilizados em cenários agropecuários.

Saúde

Após coletados, os vegetais in natura passam por diferentes processos até o isolamento de princípios ativos

Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)

Projeto: Busca de Novos Agentes Anticâncer na Biodiversidade Brasileira

Com a incidência crescente de casos de câncer, aumenta a necessidade de descobrir agentes medicinais para tratamento e cura da doença. E o uso de matéria-prima natural é importante na descoberta de novos agentes quimioterápicos e medicamentos. “Hoje, cerca de 70% dos medicamentos disponíveis para tratamento do câncer têm alguma relação com os produtos naturais, especialmente as plantas superiores”, diz o professor Valdir Cechinel Filho, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UNIVALI, em Itajaí (SC). Sob sua coordenação, o projeto Busca de Novos Agentes Anticâncer na Biodiversidade Brasileira busca obter extratos, frações e substâncias puras a partir de plantas que ocorrem no país, como a Synadenium grantii e a Cipura paludosa. Para isso, é preciso estabelecer estratégias para isolar os princípios ativos e avaliar o potencial anticâncer in vitro e in vivo. O estudo vem sendo desenvolvido há cinco anos com o apoio da UNIVALI, do CNPq e do Cyted.

Voluntária em exame de polissonografia, uma das etapas do estudo

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Projeto: Impacto dos Distúrbios de Sono no Perfil Metabólico e Risco Cardiovascular na População da Cidade de São Paulo

Para traçar o atual impacto dos distúrbios de sono na população de São Paulo, bem como sua evolução ao longo do tempo, o professor Sergio Tufik, do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP, em São Paulo (SP), propõe o projeto Impacto dos Distúrbios de Sono no Perfil Metabólico e Risco Cardiovascular na População da Cidade de São Paulo. Baseado na pesquisa Episono de 2007, feita pela UNIFESP, o novo estudo convocou os mesmos voluntários que participaram há oito anos para investigar a frequência de complicações, mudanças na classificação da gravidade dos distúrbios e incidências de novos casos. “Estamos avaliando 600 pessoas, mas a ideia é terminar o estudo, em dezembro, com 700”, explica Sergio Tufik. A avaliação acontece por meio de questionários e realização de polissonografia, actigrafia, coleta de sangue, medida de pressão arterial, avaliação corporal e função pulmonar.

Testes em laboratório para o desenvolvimento dos fármacos antimaláricos

Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

Projeto: Nanoformulações com Fármacos Antimaláricos para Aplicação Pediátrica

A malária é uma doença que mata cerca de 3 mil crianças por dia em todo o mundo. Na América Latina, o maior número de casos é registrado na Amazônia brasileira. Um dos problemas do tratamento na infância é que os fármacos utilizados atualmente oferecem riscos para essa faixa etária. O projeto de desenvolvimento de Nanoformulações com Fármacos Antimaláricos Para Aplicação Pediátrica, coordenado pelo professor José Carlos Tavares Carvalho, do Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde da UNIFAP, de Macapá (AP), propõe a produção de partículas nanoestruturadas com anti-maláricos com melhor biodisponibilidade. “Dessa forma, os fármacos podem ser utilizados pelas crianças, já que a melhor biodisponibilidade permite administrar doses menores e menos nocivas”, explica o coordenador do projeto. O projeto começou a ser desenvolvido em 2015 e tem a previsão de término em dois anos.

Parceiros

PRÊMIO SANTANDER CIÊNCIA E INOVAÇÃO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0248/2015 - PRÊMIO SANTANDER EMPREENDEDORISMO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0247/2015

PRÊMIO GUIA DO ESTUDANTE – DESTAQUES DO ANO: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0242/2015 – PRÊMIO SANTANDER UNIVERSIDADE SOLIDÁRIA: Certificado de Autorização SEAE nº 03/0245/2015

Revista Digital dos Prêmios Santander Universidades 2015

Reportagem: Lia Silva, Renata Costa, Renato Garcia, Silvia Regina Sousa, Yuri Vasconcelos.

Edição: Lisandra Matias, Paulo Montoia.

Projeto gráfico e desenvolvimento front-end: Alexandre Nacari.

Revisão: José Vicente Bernardo.