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Karini Gabrielle Pereira Schiezari - PUC-SP

Curso na América Latina estimula o estudo da relação entre o microcrédito e a pobreza no Brasil
  • As discussões políticas e sociais, das quais Karini Gabrielle Pereira Schiezari, estudante de Ciências Econômicas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, participou na Argentina, estão ajudando na construção de sua monografia sobre a concessão de empréstimos de pequeno valor para pessoas de baixa renda
  • Beneficiada pelo programa de bolsas Ibero-Americanas Santander Universidades, ela concluiu um semestre da sua graduação na Universidade Católica Argentina, onde também estudou espanhol 
  • O intercâmbio contribuiu, ainda, para que ela conquistasse um estágio em uma importante empresa nacional de cosmético 

 

Karini Gabrielle Pereira Schiezari -Intercambio 1.jpg Arquivo Pessoal

Conhecer uma nova cultura, estudar outro idioma e amadurecer pessoal e profissionalmente foram os motivos que levaram a graduanda de Ciências Econômicas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Karini Gabrielle Pereira Schiezari, inscrever-se em um intercâmbio na América Latina. Mas ela conseguiu muito mais do que isso. A realização de um semestre de sua graduação na Universidade Católica da Argentina, em Buenos Aires, deu a ela a oportunidade de realizar pesquisas sobre a atuação do microcrédito para enriquecer seu trabalho de conclusão de curso, auxiliar um professor em um projeto sobre as formas de reduzir o mercado informal na Argentina e, ainda, conseguir um estágio em uma grande empresa de cosmético brasileira.

 

A estudante foi uma das escolhidas para fazer parte do programa de bolsas Ibero-Americanas Santander Universidades 2013, voltado para estudantes de graduação de universidades ibero-americanas, que tem o objetivo de fortalecer a internacionalização da atividade acadêmica, criar novas frentes de colaboração e reciprocidade, fortalecer o intercâmbio bilateral e estreitar o relacionamento entre universidades ibero-americanas, por meio da construção de um espaço de conhecimento socialmente responsável. A conquista foi possível porque ela apresentou uma média de nota global do curso acima do exigido (7,5), é bolsista do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), já possuía conhecimento na língua espanhola e demonstrou aos selecionadores o forte desejo de realizar um intercâmbio acadêmico. "Quando eu fiquei sabendo que tinha sido contemplada com a bolsa de estudos lembrei-me da frase de Oscar Niemeyer que diz que a gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem", conta.

A graduação em Ciências Econômicas, realizada na instituição de ensino argentina, no período de fevereiro a julho de 2013 – reconhecida inteiramente pela PUC-SP - envolveu matérias do Programa de Estudos Latino Americanos, especial para estrangeiros e com temas ligados à área profissional da estudante. As disciplinas foram: Pensamento Econômico Contemporâneo, com enfoque às principais correntes teóricas econômicas; Cooperação Cultural Internacional para o Desenvolvimento, com destaque para a história da Argentina nas áreas de cultura, política e economia e sua influência nos dias de hoje; Desenvolvimento Humano e Coesão Social na América Latina, que abordou a desigualdade e a pobreza e relacionou os países deste continente com os da Europa e os Estados Unidos; Economia do Desenvolvimento, que apresentou teorias econômicas na prática da sociedade e estudos sobre países da América Latina com indicadores sociais, ambientais e macroeconômicos; e Negócios Corporativos na América Latina, voltada à leitura e interpretação dos jornais diários sobre a situação atual na Argentina e as observações de empresas latino-americanas nas bolsas de valores.

Para Karini, a disciplina que mais agregou conhecimento foi Desenvolvimento Humano e Coesão Social devido aos dados apresentados e aos debates políticos e sociais promovidos em sala de aula, que a estão auxiliando na construção do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A monografia terá como ponto principal um estudo que mostra como o microcrédito ajuda na diminuição da pobreza e no desenvolvimento de famílias e comunidades, e quais os desafios encontrados neste tipo de operação. "O intercâmbio teve grande influência na minha escolha em abordar este tema, pois vivenciei a entrega de um microcrédito em uma comunidade argentina por meio de uma ONG chamada 'Um teto para o meu país'. Percebi como muitas pessoas de baixa renda dependem do governo e de ONGs para sobreviver. Espero que a minha tese possa auxiliar a encontrar soluções para o desenvolvimento econômico e a diminuição da pobreza no meu país", afirma.

A estudante também ajudou um de seus professores e pesquisador argentino em um projeto sobre as formas de reduzir o mercado informal na Argentina. "Fiz uma pesquisa para ele sobre o efeito do Simples Nacional, que é um imposto único que serve de incentivo para a formalização de micro e pequenas empresas no Brasil", diz.

Durante o período em que esteve na Argentina, a bolsista viveu no bairro histórico de Buenos Aires, chamado San Telmo, onde conheceu muitas galerias de antiguidades, uma feira semanal de artesanato, patrimônios histórico, cafés, bares e restaurantes que, para ela, refletiam a real 'Europa da América Latina'. "Eu já era apaixonada pela cidade portenha, e vivendo lá me encantei ainda mais. Isso fez com que minha viagem fosse uma experiência muito prazerosa".

Para muitos estudantes, morar e estudar em outro país causa grande impacto em suas vidas profissionais. E para Karini não foi diferente. Assim que retornou ao Brasil, ela não teve dificuldades para encontrar um novo trabalho e hoje faz estágio em uma grande companhia nacional. "Estou atuando na área de finanças da Natura e apesar de ainda não usar meus conhecimentos adquiridos na viagem, estar em uma empresa brasileira que busca o desenvolvimento da sociedade e que tem como meta a expansão para a América Latina, me dá esperanças de que em breve isso será possível", acredita.

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