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Ingrid Bergman Inchausti de Barros - UFRGS

Horta urbana que gera renda e promove educação alimentar e ambiental na periferia de Porto Alegre (RS) ganha Prêmio Santander Universidade Solidária 2014
Arquivo Pessoal
  • Coordenado por Ingrid Bergman Inchausti de Barros, professora da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o projeto Plantando Saúde e Colhendo Vida na Horta da Lomba do Pinheiro propõe gerar renda a partir da plantação comunitária de hortaliças e temperos
  • Iniciativa beneficiará mais de 2.500 pessoas, envolvendo a comunidade local com o núcleo de geração de renda, estudantes das escolas vizinhas, agentes de saúde, terapeutas ocupacionais e alunos da UFRGS
  • Em 10 anos dos Prêmios Santander Universidades, foram distribuídos mais de R$ 9 milhões em premiação

O projeto Plantando Saúde e Colhendo Vida na Horta da Lomba do Pinheiro, desenvolvido na periferia de Porto Alegre (RS), busca gerar renda a partir da plantação de temperos e hortaliças por membros da comunidade. Envolve a capacitação para o cultivo dos produtos e a fabricação de vinagres e sais temperados, a serem vendidos no comércio local, com previsão de beneficiar mais de 2.500 pessoas. A iniciativa, coordenada pela engenheira agrônoma Ingrid Bergman Inchausti de Barros, professora da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é vencedora do Prêmio Santander Universidade Solidária de 2014, entregue em 5 de novembro.

Trata-se de um projeto de extensão universitária voltado à capacitação e ao apoio tecnológico para a produção de hortaliças, pequenas frutas, plantas condimentares e medicinais, sob sistema orgânico de cultivo. O trabalho segue os preceitos da agricultura urbana, da segurança alimentar e nutricional e da educação ambiental. “O nosso objetivo é dar condições para que a comunidade amplie e melhore a produção de alimentos de qualidade, visando a organização comunitária, a capacitação técnica e a elaboração de produtos simples, além de gerar ocupação e renda”, explica a professora Ingrid, que atua nos cursos de graduação em Agronomia e em Nutrição e no Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia da UFRGS. A empreitada conta com a participação de diversos professores, técnicos administrativos, alunos de graduação e de pós-graduação da instituição.

O Plantando Saúde e Colhendo Vida na Horta da Lomba do Pinheiro beneficiará diversos públicos. Primeiro, deverá gerar renda para cerca de 20 participantes do núcleo de produção para venda, com a comercialização de sal temperado, vinagre condimentado, chá de hibisco desidratado e outros produtos.

Também beneficiará aproximadamente 2.000 alunos das escolas vizinhas que, além do trabalho com as crianças na horta, receberão hortaliças, temperos e frutas para incrementar a merenda escolar, sempre que possível. Outras 300 pessoas, entre agentes de saúde, terapeutas ocupacionais e seus grupos de atendimento, que usam a horta como espaço terapêutico e de educação alimentar, também são envolvidos, assim como mais de 200 alunos da UFRGS. “Indiretamente, estima-se que ao longo de dois anos, a horta receba a visita de mais de 2.000 pessoas oriundas da Grande Porto Alegre”, estima a coordenadora do projeto. Mas o principal lucro não será financeiro, ressalta: “Serão os ganhos em socialização e fortalecimento de ações em cuidados com alimentação e saúde”.

Planos para o futuro

Com os recursos financeiros da premiação, no valor de R$ 100 mil, a universidade planeja providenciar insumos, sementes, mudas, cercas e equipamentos (sistema de irrigação, por exemplo), para incrementar a produção atual e promover novos cultivos. Ainda, investirá na infraestrutura, como a área sombreada e os sanitários.

Na opinião de Ingrid, o diferencial da iniciativa é ter sido construída com uma comunidade carente da periferia de Porto Alegre, que sofre impacto intenso da urbanização e tem acesso reduzido à alimentação de qualidade. Tudo feito com num verdadeiro trabalho em equipe que envolve a associação comunitária, escolares, professores e agentes de saúde.

Para a sociedade, o projeto pode indicar as reais possibilidades da agricultura urbana como produtora de alimentos saudáveis, espaço de socialização e educação ambiental e de educação alimentar de escolares. Também motiva o empreendedorismo no desenvolvimento de produtos simples, mas com forte apelo para os cuidados com a saúde como, por exemplo, temperos desidratados para minimizar o uso de sal na alimentação.

“A universidade recebe um benefício muito importante ao ter uma ação de extensão premiada pelo Santander Universidades, pelo reconhecimento e valorização das atividades de integração universidade e comunidade, envolvendo duas grandes áreas, as ciências agrárias e da saúde. Por outro lado, o intenso envolvimento de alunos de graduação e de pós-graduação permite que eles possam fortalecer seus conhecimentos teóricos no exercício prático junto à comunidade e aprendam com os saberes populares”, acrescenta.

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