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Eduardo Jara - UDESC

Aulas de empreendedorismo na educação na Babson College geram uma associação de ensino no Brasil
ANDREI.jpg Arquivo Pessoal
  • Vencedor do concurso cultural Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade 2012, com o projeto "Do senso comum ao bom senso", Eduardo Jara, professor de Administração, na Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina, ganha uma bolsa de estudos de empreendedorismo, que lhe dá subsídios para aprimorar o seu trabalho
  • Educador se une a outros professores brasileiros para ensinar em sala de aula disciplinas com enfoque empreendedor
  • Projeto vencedor será aprimorado a partir dos conhecimentos adquiridos no curso


Empreendedor por natureza, Eduardo Jara, professor de análise estatística, do curso de graduação de Administração, na Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), transforma a sua maneira de lecionar após participar de discussões sobre empreendedorismo na educação em um curso realizado no exterior. O impacto do intercâmbio gerou a criação de uma associação de professores de empreendedorismo, novos modelos de aula e avanços em seus projetos acadêmicos.

Toda a reviravolta na vida de Eduardo foi causada porque ele participou do curso SEE Symposium for Enterpreneurship Educators, simpósio para educadores de empreendedorismo, em maio de 2013, na Babson College, uma das principais escolas de negócios do mundo, localizada na cidade de Wellesley, a 22,5 km oeste de Boston, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

A oportunidade fez parte de um programa de bolsa de estudos oferecido a Jara, por ele ter vencido o concurso cultural Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade 2012, promovido pelas áreas do Santander Universidades e Santander Sustentabilidade, com o caso prático "Do senso comum ao bom senso". A premiação reconhece os docentes que inseriram a temática da sustentabilidade em disciplinas obrigatórias dos cursos de graduação em Economia e Administração.

Eduardo, ao lado de outros 49 professores provindos do Brasil e de mais 12 países distintos, pôde aprender metodologias e técnicas de ensino com temas de empreendedorismo, com o intuito de formar estudantes com visão empreendedora. "A troca de experiências com professores de diferentes partes do mundo foi muito interessante", diz.

Ele explica que a metodologia de ensino da Babson visa ao empreendedorismo em todas as ações; no planejamento, na execução, no orçamento, na relação com os stakeholders (partes interessadas que devem estar de acordo com as práticas de governança corporativa executadas pela empresa) e na avaliação de resultados para constante melhoria. Se envolver com esse aprendizado foi, para ele, o ponto alto do intercâmbio. "A metodologia Babson é reconhecidamente uma das melhores do mundo. A partir dela, verifiquei que há possibilidades de avanço nos temas de empreendedorismo na universidade em que leciono", vislumbra.

Nesse sentido, Eduardo pretende implementar diversas ações com base na relação mnemônica (técnica de desenvolver a memória) A, E , I, O , U, que significa: atividades, espaço, interações, objetos e usuários. Isso quer dizer que na prática é possível analisar os tipos de atividades que serão desenvolvidas na empresa alvo de criação ou intervenção, dentro do ambiente em que está localizada, com as interações que ocorrem entre pessoas, stakeholders, colaboradores e ecossistema em geral, com a utilização de materiais para executar a ação, que podem ser recursos humanos, capital social, capital intelectual e não apenas o valor monetário em si. E por fim, conhecer os seus usuários, clientes do novo empreendimento, para melhor oferecer produtos ou serviços. "Aprenda com os melhores e se torne melhor", indica.

Para ele, toda a experiência vivida foi fantástica. "Conhecer a cidade e visitar as universidades de Harvard e MIT foi algo sensacional. Conviver na Babson College e perceber a cultura de empreendedorismo, que está presente em cada uma das ações, foi uma experiência única e que recomendo para todos educadores", afirma.

 

Novos empreendimentos

Assim que voltou, o professor foi convidado a apresentar as ideias empreendedoras tratadas no curso, no programa "Fala Jovem", produzido pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina em parceria com universidades. Ele falou sobre empreendedorismo e destacou os pontos da experiência vivenciada para um público formado por alunos, professores e servidores técnicos da UDESC. A apresentação pode ser vista no endereço: http://agenciaal.alesc.sc.gov.br/index.php/tval/noticia_single_tval/udesc.

A partir do programa, Eduardo Jara e outros professores que participaram do intercâmbio estão organizando uma associação nacional de educadores de empreendedorismo, que utiliza a metodologia Babson, com representantes em Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O grupo surgiu devido à iniciativa de estudantes brasileiros que realizaram a formação na Babson College e sugeriram a adoção do método no Brasil. Foi formalizada, na Babson University, uma carta de intenções em que os professores brasileiros se comprometiam a oferecer cursos de capacitação e divulgação da metodologia da escola americana de empreendedorismo. "A representante de relações da Babson com a América Latina, Gisela Lókpez, aceitou a proposta e estamos em fase de organização de estatuto e preparação de eventos. Buscamos, inclusive, parceiros para financiar o projeto", conta.

Jara já coloca em prática o que se comprometeu a fazer. Ele propõe, em sala de aula, para que os seus alunos apresentem planos de empreendedorismo vinculados a empresas, que eles realizam estudos de caso em um trabalho interdisciplinar, desenvolvido em parceria com demais professores do curso.

Em seu projeto vencedor do concurso cultural Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade 2012, infelizmente, ele não pôde aplicar os conhecimentos adquiridos nos Estados Unidos, ainda que tenha sido um trabalho com uma proposta empreendedora, mas a ideia é aprimorar o estudo ao replicar os conceitos absorvidos. "Quando nos referimos à metodologia Babson, estamos falando em cultura de empreendedorismo. Todos os projetos podem ser adaptados se pensarmos, por exemplo, em termos de inovação. Podemos empreender para inovação sempre, em qualquer projeto", explica. Após o prêmio, o caso de sucesso "Do senso comum ao bom senso" conquistou visibilidade e uma parceria com o banco do empreendedor para ações vinculadas ao projeto de extensão Jovem Empreendedor.

Ao associar o seu projeto com o enfoque em sustentabilidade com as técnicas da Babson, Eduardo visualiza a incorporação de ações de empreendedorismo verde ao trabalho. "Percebo que esse tipo de negócio verde tem muito valor para empresas e comunidades e é um campo ainda onde há muitas possibilidades de inovação e implementação", diz.

E ele fala com propriedade. Eduardo está desenvolvendo um projeto de criação de um censo ambiental no Bairro Rio Vermelho, localizado no norte da Ilha de Florianópolis (SC), que será realizado por adolescentes capacitados na área de planejamento urbano e desenvolvimento sustentável, matemática financeira (para compreensão de especulação imobiliária) e cidadania. Os jovens capacitados farão contagem das árvores do bairro em forma de censo e irão oferecer mudas de plantas nativas aos moradores, a fim de aumentar o indicador de área verde por habitante existente na comunidade.

 

Sobre o projeto vencedor

O caso prático "Do senso comum ao bom senso", elaborado pelo professor Eduardo Jara, pretende contextualizar o tema da sustentabilidade em artigos científicos produzidos a partir de assuntos tratados na disciplina de análise estatística. Os artigos terão como proposta evidenciar estatísticas que apontem para práticas com questões sociais, ambientais e/ou econômicas, em prol de uma política sustentável de desenvolvimento. Reflexões obtidas a partir de ideias, tidas como senso comum, deverão ser melhor compreendidas com o auxílio de ferramental estatístico. "A coletânea de trabalhos produzidos será apresentada em forma de livro, propagando boas ideias, com boas informações e avançando, do senso comum, para o bom senso", explica.

O trabalho foi referenciado no site do evento mundial "2013 is the International Year of Statistics (2013 é o ano internacional da Estatística)". As atividades envolvem 2.150 organizações entre sociedades de estatísticos profissionais internacionais, universidades, escolas, empresas, agências de estatísticas do governo e institutos de pesquisa, de 126 países. "2013 é o ano internacional da estatística e, em todo o mundo, muitas universidades, em diferentes países, fizeram ações para contribuir com a divulgação da disciplina. Não fiz análise minuciosa, mas imagino que o único caso brasileiro publicado no site seja o nosso", informa Eduardo. Mais informações em: http://www.statistics2013.org/2013/10/01/from-common-sense-to-good-sense

 

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