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Diana Exenberger Finkler - UFGRS

Processo de reaproveitamento da queima da casca do arroz, vencedor do Prêmio Santander Empreendedorismo, beneficia a indústria de pneus
  • ​A Química Industrial Diana Exenberger Finkler, mestranda em Ciência dos Materiais, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pesquisa sobre os benefícios da sílica verde, material presente nas cinzas da casca do arroz, para a produção de pneus

  • Foram vendidas 100 toneladas de material e a projeção para 2014 é de mil toneladas

  • Trabalho gerou uma redução de custos de R$ 150 mil em 2013 e a expectativa é chegar em R$ 300 mil em 2014

  • Em 2013, a 9a edição dos Prêmios Santander Universidades disponibiliza R$ 2 milhões em prêmios e bolsas de estudos internacionais nos Estados Unidos e Ibero-América

Diana Exenberger Finkler-Prêmio Empreendedorismo 2011.jpgArquivo Pessoal

Reutilizar as cinzas da queima da casca do arroz, que contém um alto teor de dióxido de silício (SiO2), também conhecido como sílica, e aplicá-las em processos industriais é a base do trabalho de Diana Exenberger Finkler, graduada em Química Industrial e mestranda em Ciência dos Materiais, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS). Ela é autora do projeto Sílica Verde, que utiliza a cinza resultante desse processo de reaproveitamento para aplicar na fabricação de pneus. Pelo caráter inovador e sustentável, o estudo recebeu o Prêmio Santander Empreendedorismo 2011, na categoria Indústria.

O Brasil produz anualmente 12 milhões de toneladas de arroz em casca. O ciclo do cultivo do arroz gera, ao seu final, uma grande quantidade de resíduo, a casca de arroz, que tem baixa densidade e ocupa gigantescos volumes. Atualmente, a casca é queimada em termoelétricas para gerar energia renovável, mas, em contrapartida, gera grande quantidade de cinza, aproximadamente 360 mil toneladas ao ano. Por conter um alto teor de sílica, a cinza pode ter aplicação em inúmeros processos industriais.

O projeto de Diana consiste em utilizar essa cinza gerada, também denominada de sílica verde, em um processo inovador, tecnológico e de caráter sustentável, para beneficiar as indústrias de pneus, ao substituir a sílica precipitada e o negro de fumo (variedade pura do carvão) pela sílica verde. O produto pode ser utilizado diretamente na composição de pneus. "Em 2010, a indústria pneumática mundial consumiu 150 mil toneladas de sílica, as perspectivas de aumento do consumo de sílica é de 15% ao ano. Até 2015, irá ultrapassar as 210 mil toneladas ao ano", informa a pesquisadora.

Em sua maioria, as empresas produtoras de borracha utilizam o negro de fumo de duas formas: semi-reforçante em maior quantidade para baixar custos, e dois diferentes tipos de negro de fumo, um reforçante e um não reforçante, de forma combinada. Diana e sua equipe de 16 profissionais descobriram que é possível utilizar a sílica verde em substituição ao negro de fumo semi-reforçante e aplicar na fórmula uma combinação de menor quantidade, o que resulta em uma grande redução de custos, além de gerar a sustentabilidade.

Também foi possível produzir a partir da sílica verde subprodutos com nanopropriedades que estão sendo testados agora em borracha. "Os testes iniciais apresentaram sucesso e agora estamos realizando o escalonamento de produção", afirma.
Outro avanço foi o desenvolvimento de dois tipos de sílica verde, uma mais fina e mais próxima às propriedades de um negro de fumo reforçante (325 mesh) e o produto inicial de 80 mesh.

O projeto já está sendo comercializado na região Sul. As principais consumidoras são as empresas VIPAL, fabricante de borracha brasileira, e a de autopeças Frenzel. Os produtos estão em diversos veículos da FIAT e GM, por meio de buchas e coxins que utilizam a sílica verde como matéria-prima. "Já vendemos, aproximadamente, 100 toneladas de material e a projeção para 2014 é atingir 1.000 toneladas", afirma. "Tivemos uma redução de custos de R$ 150 mil em 2013 e a expectativa é chegar em R$ 300 mil em 2014".

A visibilidade do Prêmio Santander gerou a contração de químicos formados e a participação em prêmios nacionais. Com o dinheiro recebido, ela proporcionou viagens para o exterior a três funcionários do projeto. "Ao realizar o prêmio, o Santander cria a oportunidade da transferência da aprendizagem teórica obtida na vida acadêmica, para a prática econômica, possibilitando o lançamento no mercado de produtos obtidos em pesquisas e, por fim, trazendo benefícios para a economia e à sociedade", ressalta.

Além da premiação no valor de R$ 50 mil, Diana e sua orientadora, a professora Michele de Souza, foram contempladas com uma bolsa para estudar empreendedorismo, na Babson College, uma das principais escolas de negócios do mundo, localizada na cidade de Wellesley, a 22,5 km oeste de Boston, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. "Babson é mais do que uma escola de negócios, é um ambiente de networking que incentiva a criatividade, e de transformação de pessoas, é como uma 'fábrica de empreendedores'. Para mim foi um agente de transformação para o amadurecimento da forma de conduzir o modelo de negócio", diz.

O projeto foi apresentado no Congresso Brasileiro de Borracha, recebeu o Prêmio Nacional de Inovação do CNI e o Prêmio Nacional de Inovação da FINEP. Diana e sua equipe ganharam uma viagem para visitar o Vale do Silício, nos Estados Unidos, e um curso de formação executiva do HEC (Escola de Negócios de Paris). O trabalho conta com a parceria da empresa EKOSIL e do Instituto de Química da UFRGS. 

Diana Exenberger Finkler está disponível para entrevistas no telefone (51) 8482-5636.

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