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Crislene Rodrigues da Silva Morais - UFCG

Programa que capacita agricultoras da Paraíba a criarem galinhas caipiras vence o Prêmio Santander Universidade Solidária 2014
Arquivo Pessoal
  • O projeto Desenvolvimento Socioeconômico das Mulheres do Assentamento Padre Assis a partir da Criação Coletiva de Galinhas Caipiras, idealizado pela engenheira química Crislene Rodrigues da Silva Morais, doutora e professora de da Unidade Acadêmica de Engenharia de Materiais na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), envolve 10 assentadas e beneficia 30 moradores da comunidade rural de Sossego (PB)
  • A estimativa é gerar um lucro em torno de meio a um salário mínimo por mulher com a comercialização das aves
  • Em 10 anos dos Prêmios foram distribuídos mais de R$ 9 milhões em premiação

Valorizar o trabalho feminino no setor agropecuário na Paraíba é a linha condutora do programa de Desenvolvimento Socioeconômico das Mulheres do Assentamento Padre Assis a partir da Criação Coletiva de Galinhas Caipiras, idealizado pela engenheira química Crislene Rodrigues da Silva Morais, doutora e professora da Unidade Acadêmica de Engenharia de Materiais na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Campina Grande (PB). Por proporcionar o crescimento sustentável das trabalhadoras envolvidas, o projeto recebeu o Prêmio Santander Universidade Solidária de 2014, no último dia 5 de novembro. Esse é o segundo ano consecutivo que um projeto coordenado pela docente vence o Prêmio Santander Universidade Solidária. No ano passado, Crislene foi contemplada pelo programa de reciclagem de vidro direcionado a catadores de lixo de Campina Grande (PB).

O trabalho vencedor da edição de 2014 busca promover a geração de renda às mulheres agricultoras e donas de casa, com faixa etária entre 20 e 35 anos, moradoras do Assentamento Rural Padre Assis, comunidade rural do município de Sossego (PB), a partir da criação coletiva de galinhas caipiras e autogestão da atividade.

Inicialmente, o projeto atuará com uma equipe de dez mulheres e beneficiará, indiretamente, 30 pessoas, que fazem parte das famílias das assentadas. A estimativa é gerar um lucro em torno de meio a um salário mínimo por mulher. “Além dos benefícios gerados à comunidade, o trabalho possibilitará a participação e formação de discentes da UFCG, em atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para formação de profissionais conscientes do seu papel na sociedade”.

A ideia de criar um programa de capacitação para a comercialização de aves surgiu após uma série de atividades desenvolvidas pela Incubadora Universitária de Empreendimentos Econômicos Solidários (IUEES), em que as mulheres viram a possibilidade de criarem galinhas, pois seria um trabalho em que elas não precisariam se deslocar de suas residências, além de ser algo que já fazia parte de sua rotina diária.

Após a premiação no valor de R$ 100 mil, a equipe da professora irá realizar a capacitação das mulheres com o objetivo de construir uma tecnologia social de manejo de aves, em que cada uma receberá, a cada período, um lote de aves que serão transferidas de galinheiro em galinheiro quando completarem uma idade definida. Em seguida, iniciarão a construção coletiva dos galinheiros individuais, que serão utilizados no processo de criação em série das aves. E, por fim, seguirão com a orientação e acompanhamento do processo de organização e gestão das atividades do grupo. “Vamos orientá-las no manejo, na alimentação, higiene e saúde dos animais, a partir de cursos e oficinas ministrados pela UFCG”, diz Crislene.

A professora conta que receber a premiação significa mais uma oportunidade de apoio a um grupo social que é invisível aos olhos da sociedade. Já para a universidade, é sempre um reconhecimento do papel cumprido, pelo trabalho realizado. “É uma bela iniciativa e uma oportunidade de valorizar e premiar o trabalho dos docentes e discentes que fazem pesquisa, ensino e extensão”.

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